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Domingo, 2 de Novembro de 2003

Os Domingos tornam-se cada vez mais curtos e escassos. Época de testes e tudo, ainda por cima 3 ou 4 na mesma semana, é desumano. Seja como for, reservei para hoje mais uma série de história engraçadas, mas sempre verídicas, que provam que a realidade pode ser infinitamente mais interessante que a fantasia...

... ok, introdução da treta, mas é o que se pode arranjar... Aproveito agora para comentar a entrada no Livro de visitas de 28 de Outubro: a Juliana afirma que a minha rubrica "tá um espetaculo, cm o dono é claro...". Normalmente sou uma pessoa modesta, mas vamos lá admitir, ainda há algum bom gosto... Bom, vamos lá então às tais histórias. Vamos primeiro à cidade de Virginia Beach, no estado da Virginia, EUA:

O suspeito que atacou o Bank of America na passada Quinta-Feira não era um assaltante vulgar. Aparentemente o ladrão, identificado como sendo do sexo feminino, irrompeu banco adentro trajando um simpático, colorido e espalhafatoso fato de palhaço. E deveria ser daqueles mímicos franceses porque, sem uma palavra, entregou uma nota escrita ao caixa onde exigia dinheiro, à qual o homem obedeceu prontamente. Bom, segundo investigações da polícia local, a suspeita terá apanhado um táxi no Collins Square Shopping Center (um centro comercial) para ir ao banco e depois nesse mesmo táxi voltou ao centro comercial. O disfarce consistia no rosto completamente coberto de tinta branca, uma peruca colorida, um fato de palhaço, luvas e sapatos brancos e uma mochila. Os investigadores acreditam que ela estava armada, embora a suspeita nunca tenha feito uso ou sequer mostrado qualquer tipo de armamento.

O público foi avisado de que anda um palhaço criminoso à solta, e que deve ser considerado armado e perigoso. Bom, e vamos deixar agora o crime, para falarmos de outra situação ainda mais engraçada. Estamos agora em Nova Iorque, nos EUA, mais precisamente na carruagem de um commuter. Em nota de informação, um commuter, neste caso um comboio, é um meio de transporte utilizado por pessoas no trajecto casa-emprego e emprego-casa:

Um senhor tinha acabado de embarcar numa carruagem de um commuter na estação de Grand Central Terminal, equipado com a sua parafernália habitual, que incluia um telemóvel. Ainda mal o comboio tinha avançado uns metros fora da estação, já este senhor se apressava em direcção à casa-de-banho. Como todos os trabalhadores de colarinho branco da Big Apple (e como se verifica cada vez mais também nos portugueses), este senhor levou o telemóvel consigo, não fosse receber alguma chamada importante. Bom, aparentemente o telemóvel escorregou do bolso deste senhor e caiu precisamente na sanita. Desesperado com a perda de tão precioso instrumento, o homem enfia o braço pela pia adentro, descobrindo sgundos mais tarde que estava preso. Desesperado, ele dá o sinal de emergência, e todo o comboio pára até a chegada de uma equipa de salvamento. O proceso de libertação do envergonhado senhor passou pelo arrancar das paredes e porta da apertada casa-de-banho e uso de um maçarico de acetileno para cortar a sanita de aço inoxidável.

Resultado: mais de 1000 commuters chegaram atrasados aos seus destinos. E o telemóvel não foi recuperado.

Bom, e por hoje acho que é tudo... Aproveitem bem o resto do dia e ponham-se a trabalhar para a semana. Como sempre, em jeito de despedida, mais uma história curtinha, desta vez na cidade de Los Angeles, EUA:

Naomi Okada, de 11 anos, fã incondicional da Buffy, caçadora de vampiros, levou o seu fanatismo ao extremo quando pediu à sua querida mãe para substituir a sua cama por um caixão. Sendo Naomi uma menina bem comportada, a mãezinha atendeu ao seu pedido. Salve-se o bom senso do caixeiro, Joey Conzevoy, que avisou que seria pouco aconselhável para uma criança dormir num espaço tão apertado. Não tirando, mesmo assim, a teima da moça, ele propõe que o caixão seja usado para guardar livros, bonecas, CDs, etc... A jovem convence-se e começam os trabalhos para criar o caixão preto, forrado a tecido carmesim, de 1700 doláres (aproximadamente 1463 euros).

E como hoje falámos em crime e armas, aqui fica um modelo que em breve vai ser utilizado pelo exército suíço:




Isto foi o Aconteceu. Bom dia.